Torres del Paine: na rota para o fim do mundo

Um lugar exuberante no sul do Chile, na rota para o fim do mundo: Torres del Paine. O Parque tem uma área de 2400 km² e foi criado em 1959. As fotos impressionam, não é nada que se consiga ver no Brasil! É possível permanecer na reserva fazendo trekkings, acampando e visitando todos os atrativos. Basicamente, para aqueles que querem ficar em Torres del Paine por mais tempo, existem dois circuitos possíveis: o W e o O.

O primeiro pode ser feito em quatro dias e seu nome é devido à união dos principais atrativos do lugar, que formam uma perfeita letra W. São eles: a subida até as Torres (o principal atrativo), a formação Los Cuernos, o vale Francês e o Glacial Grey. São aproximadamente 75 km e você pode optar por acampar (só em áreas permitidas) ou passar a noite nos chamados “refúgios”, que são como albergues no meio do parque. Já o circuito O, muito mais longo, circunda todo o Torre del Paine e pode ser feito entre sete e dez dias. Porém, em algumas partes deste circuito não existe a opção de refúgios, somente de acampamentos. Não é preciso guia para nenhum dos passeios, tudo é muito bem sinalizado e seguro. Mas é preciso ter muita energia para andar durante todo o dia entre os pontos do mapa.

Como não é todo mundo que topa uma trilha de 75 km, levando tudo nas costas e parando em determinados lugares só para dormir e tomar banho, existe a possibilidade de ficar em um hotel no centro do parque ou ir de carro apenas para vislumbrar as paisagens, aproveitar a cerveja local e os pratos típicos com uma bela vista…

Dentro do Torres del Paine, o local mais famoso é a base das torres, estas que dão nome à reserva. É preciso um dia para subir até lá, pois são 18 km no total. Se prepare, pois você pode encontrar muita neve pelo caminho e os ventos mais fortes da região. Não dá pra prever como estará o clima lá em cima e pode ser até que a trilha final esteja fechada por causa das más condições climáticas. Mas vale a pena arriscar, pois mesmo que não seja possível mirar las torres, só o caminho compensa!

Glaciais, lagos de diversas cores, chuva, sol, neve, picos, rios, florestas, tem de tudo. O parque é tão grande e tem tanta variedade de paisagens que a cada dia será uma surpresa! Preparou o mochilão e as pernas?

 Outras informações:

1. Visitei o parque em outubro de 2014. Não consegui ver as torres por causa do tempo, mas a trilha na neve foi muito emocionante, valeu a pena! Confira a minha foto versus a foto do site oficial:

 

2. Saiba mais sobre os passeios no site do parque.

 

Marina Muniz

Marina Muniz

Formada em Matemática, mestre em Estatística e professora no ensino superior, trabalha o ano todo para juntar dinheiro para as suas viagens! Gosta de fazer intercâmbios, aprender outras línguas, experimentar comidas diferentes e conhecer pessoas de outros cantos do mundo. Também gosta de cachoeiras, trekkings, cinema, livros e música brasileira.

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