Bombando nos cinemas: Deadpool

Após um marketing eficiente, finalmente chega aos cinemas Deadpool, o herói da zoeira.

Não são muitas vezes que surgem nos cinemas filmes como Deadpool. Mais que politicamente incorreto, o filme traz a história de um anti-herói da Marvel que é zoeira pura. Trata-se do ex-militar e mercenário Wade Wilson, que acaba se tornando um herói às avessas, sem um pingo de escrúpulos para matar, torturar e até tirar sarro de velhinhas cegas, após submeter-se a um experimento para vencer seu câncer terminal. Desfigurado e com um super poder de regeneração superior ao do Wolverine, ele busca vingar-se de quem causou isso a ele, enquanto tenta restabelecer-se com sua amada. Então, resumindo para os desavisados, Deadpool é como uma cena de ação expandida, com muita sacanagem e humor ácido (e bobo, às vezes).

Aproveitando-se desse humor e da tagarelice do personagem nos quadrinhos, o filme então zoa de si mesmo, zoa de seus próprios atores, zoa da produção e zoa de outros filmes, além de fazer a quebra da quarta parede, isto é, o personagem está ciente de que há pessoas assistindo e interage com a plateia. E é assim desde os créditos iniciais até os créditos finais. Aliás, há mais além dos créditos finais 😉

deadpool corpo texto
What Deadpools are thinking…

Um dos destaques é, sem dúvida, o ator Ryan Reynolds. A impressão que temos é que Deadpool foi feito e pensado para ele. Sua atuação é um brilho na tela, mesmo quando o roteiro não consegue acompanhá-la. E minha impressão não é à toa, pois o ator está envolvido com o projeto, direta ou indiretamente, há mais de dez anos, e sempre foi viciado pelos quadrinhos do personagem. Inclusive foi produtor do filme e, como poucas vezes ocorre, participou ativamente da divulgação. Isso porque Deadpool não sairia da gaveta se não fosse a reação eufórica dos fãs quando vazou um vídeo cerca de dois anos atrás. Mesmo assim o estúdio, com medo de perder dinheiro, não quis liberar orçamento para uma franquia de herói cuja censura seria 18 anos (acabou sendo 16 aqui no Brasil), o que fez com que a própria equipe tomasse as rédeas para trabalhar com um orçamento limitado. A vantagem disso é que o resultado foi bem fiel aos quadrinhos.

Mas falemos de alguns probleminhas. Se, por um lado, o filme quebra várias “regras de boa conduta” vistas em histórias de heróis, seu final tropeça, ao nos dar mais do mesmo. Outro ponto que me incomodou foi o ator que faz o vilão. Seu personagem é um mutante que não sente dor, mas o britânico bonitão não mede caretas ao levar porrada. Enfim, isso não prejudica o filme como um todo, mas…

Para quem se divertiu como eu, e acredita no potencial do filme, já pode ficar feliz, pois haverá uma sequência. Partiu cinema?!

Crédito de imagem

1. Imagem destacada: Dashu Pagla via VisualHunt.com / CC BY.

2. Imagem do cabeçalho: Eric Berger via Visual Hunt / CC BY-NC-SA.

3. Imagem no corpo do texto: greyloch via Visualhunt / CC BY-SA.

4. Observação: Nenhuma destas imagens aparecem no filme. Na do cabeçalho temos dois fãs, um vestido como Deadpool e o outro como Crossbones?? (com munição no lugar dos ‘bones’). Na imagem do texto, há mais fãs, com balõezinhos representando as paixões de Deadpool: comida mexicana e a atriz americana Beatrice Arthur.

Pedro Daldegan

Pedro Daldegan

Mestre em matemática pela UFMG. Atualmente é aluno de doutorado na mesma instituição, com ênfase em álgebra. Quando não está no cinema ou matematicando, é leitor, cozinheiro e poeta. Há boatos de que também desenha, mas só temos conhecimento dos seus deformados bonecos de palitinho.

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