É tempo de ver!

É com muito carinho que convidamos todos vocês para a exposição “Um Recorte Subjetivo do Olhar”, do artista Ternero. Ela será aberta no espaço Benfeitoria, dia 18 de novembro de 2015. A exposição desse recorte tem curadoria de Flávia Neves e conta com a participação do Projeto Coletivo de Arte e Cultura Benfeitoria. Esse espaço é aberto para promover e receber oficinas, feiras, exposições, cinema, shows, ou seja, muita Arte!

Ternero é o pseudônimo do artista João Bosco Lobo, graduado em Artes Plásticas na Escola Guignard, da Universidade do Estado de Minas Gerais. A exposição exibirá o processo criativo de Ternero, as relações entre o homem e o mundo, o concreto e o abstrato. “Um Recorte Subjetivo do Olhar” dialoga o universo gráfico e as questões que afligem a mente e o corpo humano. Técnicas mistas, pontilhismos, xilogravuras, óleo e acrílica sobre tela, em diferentes dimensões.

Durante o lançamento da exposição, haverá show dos músicos Luiz Lobo, Pablo Maia, D. Fernandes, Dj Dani-se e outros convidados, que ilustrarão com um bom som as cores, linhas e formas vibrantes de Ternero. E o melhor de tudo, o passaporte para essa viagem é free!

Quando mesmo? A estreia é dia 18 de novembro, mas a exposição Ternero fica lá do dia 18 de novembro a 18 de dezembro.

E onde? No espaço Benfeitoria, que é um espaço muito legal e tem uma vista linda da nossa cidade de BH! (rua Sapucaí, 153, Floresta, atrás da Praça da Estação). Fica aberto na quarta e quinta de 19 às 23 horas, sexta de 19 horas à meia noite e sábado de 19 à uma da madrugas! Bora lá!

A exposição “TERNERO: Um recorte subjetivo do olhar” reúne, pela primeira vez em Belo Horizonte, um recorte consistente da produção do artista Ternero. A proposta de Ternero é fazer a gente passear com os olhos! E a pintura, um dos principais meios das Artes Visuais, expressa e tem algo a dizer: Parem, reparem e olhem.

É tempo de ver, abrir o olhar. As imagens são textos não verbais, que dizem muito. São recortes abstratos que dizem textos concretos e são imagens figurativas que só dizem subjetividades. As palavras, assim como as imagens, só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos e os olhos para sentir os cheiros, ouvir as cores e tocar as imagens. É tempo de aprender a ver aquilo que você vê quando olha o que enxerga.

São textos que motivam imagens e imagens que motivam textos. Rubem Braga já disse que tudo é encantador: o passarinho, o homem no mar, a moça na janela… Não existe nada tão comum nesse vasto mundo, senão, quiçá, os olhos de quem vê. Sendo assim, nada custa ao passarinho ser colorido, ao homem pensar na areia e à moça existir com cabelos esvoaçantes. É isso, dar um empurrãozinho no olhar e congelar o tempo. É tempo de aprender a ver! Quando a gente abre os olhos, abrem-se janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. É o olho que amplia o horizonte, o olho que renova as tardes, que aumenta o poente, colore o jardim e escuta poesia.

Nas obras de Ternero, o óbvio parece complexo e vice – versa. Por ali e aqui, ao passear com o olhar, sempre tem outra coisa. Para ter propriedade, convém também inventar. E é nessa ocasião, nas invenções de Ternero, que podemos encontrar algumas reconstruções desses olhares, às vezes ali, subjetivo dentro da gente.

 

Outras informações e links legais
  1. Página do evento no Facebook;
  2. Perfil do artista no Facebook;
  3. As obras de Ternero no Insta!
Flávia Neves

Flávia Neves

Flávia Neves é formada em licenciatura em Artes Visuais na UEMG. Trabalhou no museu Inhotim e possui experiência com mediação em arte contemporânea. Acredita que imagens são palavras que nos faltaram e tem a fotografia como forma de colecionar momentos, uma coletânea de referências e inspirações. Hoje, trabalha com Design inclusivo, especificamente no projeto do Librário, o jogo que ensina Libras, a língua visual motora dos surdos. Busca levar os conceitos das artes para sala de aula de maneira lúdica e divertida.

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